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Autor: Roberto Prado Início: 13/4/2007 13:36
Pouca gente sabe, mas a Microsoft tem, desde 2004, um laboratório open source em sua sede, nos Estados Unidos. Um dos objetivos é testar e trabalhar na interoperabilidade entre softwares Microsoft e soluções open source. No entanto, esta é apenas uma parte da missão do laboratório. Outro objetivo é tornar os profissionais de TI com habilidades de Linux e Windows mais proficientes em relação ao ambiente Windows e vice-versa. O laboratório é chefiado por ninguém menos que Bill Hilf, um dos grandes nomes do open source.

CodePlex

A Microsoft lançou a versão beta de um site para sua comunidade de desenvolvdores, o CodePlex. A proposta do site é compartilhar projetos desenvolvidos por pessoas em todo o mundo e usar as aplicações do site, fornecendo feedbacks. Confira tudo sobre o Codeplex aqui.

De olho em 2020

Vira e mexe, a gente lê alguma coisa que faz a gente parar pra pensar sobre o nosso futuro. Bill Hilf escreveu esses dias em seu blog sobre o 2020 Science, um relatório com as impressões iniciais de um grupo de cientistas que debate os próximos 14 anos da humanidade, em particupar a importância e o impacto da computação para a ciência. Fica aqui uma dica de leitura bem interessante.

OXML

Os documentos da nova versão do Office são baseados no formato XML. Isso faz com que esses arquivos tenham formatos mais compactos e robustos. Além disso, permite melhor integração de dados entre documentos e sistemas de back end legados. Uma especificação de software aberta e livre de royalties aumenta a interoperabilidade em um ambiente heterogêneo e permite que qualquer provedor de tecnologia integre documentos, planilhas e apresentações em suas soluções ou sistemas de negócios. Para saber mais, clique aqui.

Conselho de clientes para falar sobre interoperabilidade

Na semana passada, a Microsoft anunciou a criação de um conselho executivo de clientes para tratar de interoperabilidade. Esta, aliás, é uma palavra muito ampla e indefinida - pode significar várias coisas, para várias pessoas. Por isso, a Microsoft chegou à conclusão que as pessoas mais indicadas para direcionar essa discussão são os clientes. Bill Hilf fala sobre isso e muito mais neste post, vale a pena ler.

Quão aberto? Aberto como?

Três diferentes critérios parecem definir se alguma coisa pode se autodenominar open source: o nível e os termos de disponibilidade do código; se há ou não uma comunidade organizada por conta do código e se está de acordo (ou não) com definição da iniciativa open source. Bryan Kirschner, do laboratório open source da Microsoft, comenta esse assunto no Port 25. Vale a pena ler.

Vivemos em rede

Qualquer device que existe atualmente vive e respira em rede. Não importa se o seu computador está ligado a um cable modem em casa ou se o seu laptop é parte de uma rede corporativa, o seu equipamento vive e respira em rede. No momento em que você liga o seu computador, uns dos primeiros drivers a serem carregados são os drivers de rede.

Qualquer aplicativo, do DNS ao simples compartilhamento de arquivos como e-mail e documentos do Office, depende de recursos de rede. Então, por que a rede, que é um recurso fundamental para as empresas, muitas vezes é também uma grande fonte de dor de cabeça para os administradores de rede? Kishi Korner, do laboratório open source da Microsoft, tem uma teoria. Confira o que ele diz no Port 25.

Mais Bill Hilf

Como já escrevi aqui, o Bill Hilf, gerente geral de estratégias de mercado da Microsoft, esteve no Brasil e participou do Linux World Brasil, em São Paulo. Em seu blog, Bill conta que o Brasil é um de seus países favoritos e que na viagem encontrou com desenvolvedores, fornecedores, representantes do governo e profissionais de TI. Bill escreve sobre um artigo a respeito dos gastos do governo brasileiro com TI. As estatísticas são de 2003 e, segundo o levantamento, os gastos do governo brasileiro com software da Microsoft colocam a empresa em oitavo lugar no ranking dos maiores fornecedores de software do governo, em termos de gastos. Bill ressalta que muita gente pode achar que a Microsoft seria a número 1 no Brasil porque as pessoas "vêem" o Windows em seus desktops todos os dias. Quer saber o que mais ele tem a dizer sobre este assun ...

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Sam Ramji

O diretor do laboratório open source da Microsoft, Sam Ramji, trabalhou no Silicon Valley por 12 anos, como engenheiro de software por alguns anos, trabalhando com C++ e Java, incluindo DCOM e J2EE. Ele fez parte de algumas companhias de software "tradicionais" e também em cinco startups. Sam tem uma visão bem interessante sobre open source. Entre outras coisas, ele diz que tem muita curiosidade em entender amplitude e a profundidade das tecnologias existentes no mundo open source. Além disso, Sam afirma que está muito comprometido em aumentar e promover a interoperabilidade entre open source e as tecnologias Microsoft. Vale a pena ler o que ele tem a contar no seu blog.

Comentários são sempre bem-vindos

Queria compartilhar com todos vocês que estou bem contente porque o número de comentários no blog está crescendo. É muito bom trocar idéias com pessoas que têm pontos de vista diferentes dos meus, mas que, mais importante, têm muito a acrescentar à discussão sobre o mundo do software. Continuem participando! A discussão é livre! Abraços.

Conferência FreedomHEC

Hank Janssen participou da Conferência FreedomHEC, um evento sobre hardware e open source, que aconteceu em abril, nos Estados Unidos. Vale dar uma conferida nas observações e impressões de Hank sobre o evento. Confira aqui.